PR foi onde a produção mais cresceu, recuperando-se da queda em abril; SP teve recuo.
A produção industrial brasileira cresceu em maio em seis das 14 regiões do país pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O maior avanço foi o registrado no Paraná (17,7%), que se recuperou após a queda de 15% vista em abril. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6).
Também registrou crescimento a produção na Bahia (4%), no Rio de Janeiro (2,8%), na região Nordeste (1,6%), em Pernambuco (1,5%) e em Minas Gerais (1,1%). Santa Catarina registrou estabilidade, mesmo desempenho visto um mês antes.
Já São Paulo e Ceará (ambos com -0,9%), Rio Grande do Sul (-2%), Amazonas (-2,2%), Goiás (-2,4%), Espírito Santo (-2,8%) e Pará (-2,9%) registraram recuo.
Na comparação com maio de 2009, a atividade industrial cresceu em todas as áreas pesquisadas - reflexo da baixa base de comparação (à época o país sofria com os efeitos da crise econômica internacional ocorrida no final de 2008); além disso, maio deste ano teve um dia útil a mais que no mesmo mês do ano passado.
As regiões de maior destaque foram: Paraná (31,3%), Espírito Santo (26,5%), Goiás (22,5%), Minas Gerais (22,4%), Pernambuco (22%), Ceará (20,2%), região Nordeste (19,9%), Bahia (17,9%), Amazonas (17,6%) e Pará (14,2%) – todas com avanço acima da média nacional (14,8%).
As demais taxas positivas variaram entre os 13,3% de Santa Catarina e os 6,5% do Rio Grande do Sul.
Segundo dados do IBGE divulgados na semana passada, a atividade no país em maio ficou estável em relação a abril, mas em um ano cresceu em 25 dos 27 segmentos pesquisados.
Os maiores avanços foram dos setores de bebidas (4,8%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (6,1%), veículos automotores (1,4%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (5,7%), minerais não metálicos (1,9%) e celulose e papel (1,7%).
A atividade na área de refino de petróleo e produção de álcool recuou 4,6%, influenciada por paralisações programadas em refinarias; no setor de alimentos diminuiu 1,7% para adaptar sua produção, após crescer 8,3% nos últimos quatro meses; na indústria farmacêutica encolheu 4,6% e na de produtos de metal, 3%.
Fonte: R7