Estimativa do governo é de alta de 7,3%; expectativas para índices inflação diminuíram
O mercado prevê que o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) brasileiro deverá crescer 7,20%, elevando a estimativa divulgada na semana passada, de 7,13%. O dado consta do boletim Focus, levantamento semanal do Banco Central feito com analistas.
Na edição do dia 21, o boletim mostrou que a previsão para o crescimento da economia brasileira passou da marca dos 7%. Na última quarta-feira (30), por sua vez, o Banco Central divulgou o relatório de inflação referente ao segundo trimestre, no qual estima que a economia deverá crescer 7,3% em 2010, contra 5,8% no relatório anterior.
As expectativas vão, assim, se aproximando da marca atingida em 1986, de crescimento de 7,5%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No mês passado, o instituto anunciou o crescimento recorde de 9% do PIB no primeiro trimestre deste ano, na comparação anual.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já disse que "não é prudente" um crescimento acima de 5,5%, tendo em vista a perspectiva de aceleração nos preços, o que colocaria em risco o equilíbrio macroeconômico. Ele afirmou ser recomendável uma "freada" para que nos próximos anos o país cresça em torno de 6,5%.
Inflação
As expectativas de inflação nos principais indicadores foram todas revistas para baixo - com exceção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), índice que o Banco Central usa paracontrolar a meta de inflação - no boletim Focus divulgado hoje.
Para o IPCA, a estimativa é de 5,55% no ano, mesma da edição anterior. O dado, no entanto, está muito acima do centro da meta estabelecida pelo BC, de 4,5%.
O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), que é usado no reajuste de contratos de aluguel, por sua vez, deve ficar em 9%, abaixo dos 9,08% vistos na semana passada. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que mede a variação de preços na cidade de São Paulo, deve ficar em 5,24% neste ano, abaixo do 5,29% visto no boletim anterior.
Fonte: R7.com