Moeda terminou o pregão desta quarta-feira vendido a R$ 1,804.
No dia, divisa teve queda de 0,39%.
O dólar terminou um semestre volátil com alta de 3,5%, a R$ 1,804, após cair a R$ 1,70 com a perspectiva de entrada de recursos no país e subir a R$ 1,90 com as incertezas sobre o crescimento global e sobre a dívida na Europa. Em junho, a taxa de câmbio recuou 0,93%, e terminou cotada a R$ 1,804 para venda no mercado à vista. Nesta quarta-feira (30), em um movimento de ajuste após a forte alta da véspera, o dólar teve baixa de 0,39%.
Para os próximos seis meses, profissionais de mercado apostam que o vaivém continua, mas sem a definição de um viés claro para a moeda norte-americana. A mediana das previsões de analistas ouvidos pelo Banco Central coloca a taxa de câmbio justamente a R$ 1,80 no final do ano. A estimativa tem se mantido nesse nível há 14 semanas.
"No curto prazo, a tendência ainda será de apreciação do real. Mas, em perspectiva, ao final do terceiro trimestre a tendência deverá ser de valorização do dólar", disse o diretor-executivo da NGO Corretora, Sidnei Nehme, apontando para a perspectiva de um aumento no déficit das transações correntes do país.
Para as próximas semanas, a expectativa é de um crescimento da entrada de recursos no país, após mais de US$ 4 bilhões em saídas líquidas em junho até o dia 25. Apesar do adiamento da capitalização da Petrobras, que chegou a provocar uma pressão de alta sobre o dólar, a oferta de ações do Banco do Brasil e o ciclo de alta do juro básico devem ser capazes de atrair recursos ao Brasil.
Os profissionais de mercado também trabalham com a previsão de que, caso o dólar engrene uma tendência de queda, o governo atue na contramão com a compra de dólares pelo Fundo Soberano. Nesta quarta-feira, na apresentação a jornalistas do relatório de inflação do BC, o diretor de política monetária Carlos Hamilton Araújo afirmou que a taxa de câmbio está apreciada em relação à média histórica.
É preciso também prestar atenção ao exterior. Na visão de analistas do HSBC, esse é o principal fator para a definição da taxa de câmbio no Brasil. O real, segundo relatório do Banco de Compensações Internacionais (BIS) em junho, ocupa o segundo lugar global em derivativos financeiros, à frente do euro.
Entre as principais incertezas sobre o cenário global estão o ritmo de crescimento das principais economias, a possível desaceleração da atividade na China e os desdobramentos da crise da dívida na Europa.
Fonte: G1