Em maio, 71% das empresas do setor pretendiam acelerar produção.
Empresários da indústria e do comércio de materiais de construção tem acelerado os planos de investimentos, de acordo com pesquisas divulgadas nesta sexta-feira (18). Eles querem aproveitar o forte crescimento do mercado imobiliário e também o aumento do consumo de seus produtos. Redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), expansão do crédito e melhoria da renda dão fôlego à expansão.
Em maio, 71% das indústrias do setor pretendiam investir no aumento da capacidade de produção das fábricas nos próximos 12 meses, revela pesquisa da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção). O presidente da entidade, Melvyn Fox, comemorou os índices.
- O resultado é mais que o dobro do registrado em maio do ano passado (33%), está acima do obtido em abril deste ano (66%) e bem próximo do pico, que foi abril 2008, quando 72% dos empresários informaram que iriam expandir os investimentos.
Nos primeiros quatro meses do ano, a venda da indústria para o comércio do setor aumentou cerca de 20% na comparação com igual período de 2009. Nas lojas, o acréscimo foi igualmente significativo e atingiu 9,5% até maio na comparação anual, segundo a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção).
A Leroy Merlin, que é a varejista líder do setor, vai investir nos próximos cinco anos R$ 1 bilhão no País, para chegar a 40 lojas até 2015. Hoje a rede francesa tem 19 pontos de venda espalhados por seis Estados e o Distrito Federal.
O grupo Tigre, que fabrica tubos e conexões, pincéis, portas e janelas em PVC, também acelerou os investimentos. A empresa aplicou R$ 150 milhões para ampliar a capacidade de produção das fábricas. Mesmo com essa expansão, hoje as fábricas trabalham com apenas 15% de ociosidade. Neste ano, a companhia vai desembolsar mais R$ 200 milhões no desenvolvimento de novas tecnologias.
Fonte: R7.com