Índice teve queda acentuada em relação a abril, quando a inflação ficou em 1,28%
O IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1), usado para medir o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre um e 2,5 salários mínimos, recuou para 0,18% em maio, uma desaceleração acentuada em relação ao 1,28% visto em abril. Os preços dos alimentos foram os que mais contribuíram para esse recuo. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
O índice do grupo alimentação registrou queda de 0,20% no mês passado, contra alta de 2,52% em abril. O recuo reflete o movimento para baixo nos preços de itens importantes da cesta de consumo das famílias, como tomate (6,79% para -29,53%), leite longa vida (9,66% para 1,82%), feijão carioquinha (30,82% para 13,95%) e carnes bovinas (2,81% para 1,54%).
Os preços nos grupos saúde e cuidados pessoais (1,28% para 0,66%), vestuário (1,13% para 0,80%) e educação, leitura e recreação (0,57% para estabilidade) também desaceleraram, com destaque para os itens: medicamentos em geral (2,46% para 1,48%), calçados (1,75% para 0,05%) e show musical (6,49% para -2,65%).
Os preços no grupo transportes tiveram leve variação negativa de 0,01% - mesmo resultado da última apuração. O item tarifa de transporte de van acelerou, mas passou de queda de 0,11% para estabilidade; já o preço da gasolina recuou ainda mais - de -0,83% em abril para -0,95% no mês passado.
Nos grupos habitação (0,29% para 0,63%) e despesas diversas (de estabilidade para 0,16%), no entanto, houve avanço, com destaque para os itens: taxa de água e esgoto residencial (de estabilidade para alta de 1,57%) e alimento para animais domésticos (-1,35% para 0,45%).
Fonte: R7.com