Trabalhadores protestam contra medidas como redução de salários e aumento de impostos
A terceira greve geral contra o plano anunciado pelo governo da Grécia em fevereiro para salvar a economia deixou o país sem transporte e sem serviços nesta quinta-feira, afetando as principais cidades. A greve de 24 horas é convocada pelos maiores sindicatos dos trabalhadores do país contra o plano -- que envolve corte de gastos e salários e aumento de impostos.
Os sindicatos protestam contra cortes nos salários dos trabalhadores e o aumento de impostos decidido pelo governo grego para economizar R$ 11,6 bilhões (4,8 bilhões de euros, no câmbio de hoje), buscando reduzir ainda neste ano o endividamento do país, para deixá-lo em 8,7% do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país). Atualmente a taxa é de 12,7%.
As medidas de adotadas pelo Executivo do primeiro-ministro George Papandreou, foram aprovadas pela Comissão Europeia -- o órgão executivo da UE (União Europeia) --, que supervisiona estreitamente seu cumprimento para evitar a quebra do país.
As ruas centrais da capital grega ficaram cheias de veículos privados e táxis, pois todo o transporte público está parado. Apenas o trem de superfície funcionou, mas por poucas horas. Todos os aeroportos, incluindo o internacional de Atenas, permanecem fechados desde a meia-noite (19h em Brasília), o que causou o cancelamento de centenas de voos e a modificação dos horários de outros vários, por conta da participação dos controladores aéreos nos protestos.
Os navios e os serviços de trens estão parados, os hospitais e os serviços de administração de luz, telefonia e água funcionam com pessoal de emergência, muitos bancos trabalham com um pequeno efetivo e as escolas estão fechadas. Também estão fechados hoje os escritórios de serviços estatais, enquanto os veículos de informação transmitem apenas músicas e programas de entretenimento, já que os jornalistas também aderiram à greve.
Só o comércio de Atenas estava aberto esta manhã, mas os donos das lojas no centro da capital já se preparavam para fechar as portas, em uma medida de precaução contra possíveis distúrbios nas manifestações foram anunciadas para mais tarde.
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Fonte: R7